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Como passei na PRF com apenas dois meses de estudos

30/07/2018 - Helder Ferreira

Não me chame de mentiroso (rs)! Sim, eu fui aprovado no concurso da PRF 2003/2004 com apenas 17 anos de idade e com 2 meses de estudo. Não, eu não sou gênio, muito pelo contrário! O objetivo deste artigo é valorizar a adaptabilidade do concurseiro e demonstrar que, acima de tudo, você deve aproveitar os seus pontos fortes e os encaixar de acordo com o desafio a ser encarado.
Acredito que sirva tanto para aqueles que desejam fazer a prova da PRF, mas também para os que farão a prova da Polícia Federal, devido às mudanças bruscas no edital.

Contexto histórico.
O edital do meu concurso da Polícia Rodoviária Federal foi publicado em 21/10/2003. À época eu estava com 17 anos e em vias de terminar o 3º ano do ensino médio no Colégio Naval. Não só eu como vários outros colegas, tanto mais antigos como mais modernos, já sabíamos dos boatos acerca desse concurso. Todavia, somente alguns se preparavam desde março/2003 (e eu não era um deles…rs).

Preparação.
Com a publicação do edital eu procurei um desses cursos intensivos de reta final, tipo “suicida” (rs), com aulas aos sábados e domingos, de 08h da manhã às 19:30h. Não, meus amigos, não havia a LS Concursos naquela época. Com certeza eu poderia ter fins de semana mais agradáveis se tivesse contado com esse apoio (rs), pois já teria a indicação dos melhores cursos e professores para estudar em casa, de preferência.
Então me restava apenas utilizar os meus fins de semana dentro de uma sala de aula, pois, como a maioria já deve saber, o Colégio Naval fica localizado em Angra dos Reis e é cursado em regime de internato. Sendo assim, assistia às aulas nos fins de semana e estudava as matérias do concurso (juntamente com as matérias do colégio) durante a semana.
Ah, não se esqueçam que no concurso de 2003 era exigido apenas o nível médio (rs).

Disciplinas.
Agora vocês irão entender melhor o que disse no começo do texto: adaptabilidade e valorização dos pontos fortes. A prova foi composta por 175 (cento e setenta e cinco) questões na modalidade certo/errado, típica do CESPE. Segue a distribuição dividida em 3 grupos para facilitar a nossa análise:

Grupo Disciplina Questões Percentual % Grupo
Grupo I Legislação de Trânsito 53 30% 30%
Grupo II Português 28 16% 53%
Matemática 25 14%
Informática 18 10%
Conhecimentos Gerais 21 12%
Grupo III Constitucional 4 2% 17%
Administrativo 7 4%
Penal 5 3%
Processo Penal 5 3%
Legislação Especial 9 5%

Vamos pensar e analisar por grupos:

Grupo I.
Praticamente ⅓ (um terço) da prova foi composta pela disciplina de Legislação de Trânsito (53 questões), a qual não era novidade para os concurseiros experientes, mas que poucos realmente dominavam. Além disso, era um assunto que todos acompanhavam no dia a dia (trânsito), mesmo aqueles que, como eu, ainda não possuíam a carteira de habilitação (rs), e que a cobrança era simples, bem literal e, na maioria dos casos, bom senso para quem prestava atenção no pai dirigindo (rs).

Grupo II.
Outros 92 (noventa e dois) pontos eram referentes às matérias típicas do ensino médio – Português, Matemática, RLM, Física, Estatística, Atualidades, História, Geografia e Informática (esta, para um adolescente, considerando o nível básico de cobrança, era mais do que simples!).
Ou seja, mais da metade dos pontos da minha prova era composta por assuntos que eu estava estudando (ou havia acabado de estudar) no nível médio. E, considerando o elevado nível de cobrança a que eu estava submetido na Escola Militar, com certeza a prova do CESPE não me traria mais complicações do que as recorrentes nas provas bimestrais (rs).

Grupo III.
As disciplinas “novas” (para mim), mas que os concurseiros Brasil afora estavam “dominando” (Constitucional, Administrativo, Penal, Processo Penal e Legislação Especial) representaram apenas 30 pontos, ou seja 17% da prova. Isso quer dizer que, aqueles que estavam estudando há tempos, não só para a PRF, mas para outros concursos, não tiveram uma vantagem considerável no período pós-edital. Na verdade, tiveram muitas dificuldades, pois precisaram rever todas aquelas disciplinas de ensino médio, aquele “terror” das exatas (rs), e isso com menos de 3 meses para a prova.

Agora, analisando separadamente os Grupos I, II e III, você percebeu como a minha estratégia foi montada? Simples: eu “só” precisaria (poderia, acho uma palavra melhor) me dedicar à legislação de trânsito (Grupo I), fazer breves revisões e exercícios do Grupo II (matérias do nível médio) e, se desse tempo, estudar as disciplinas do Grupo III para ganhar mais alguns pontinhos.

Resultado.
A minha pontuação na 1ª fase foi de 99 pontos líquidos. Foram chamados o triplo de candidatos para os exames posteriores, com nota de corte de 92 pontos líquidos. Tenho amigos que estão na PRF, inclusive no Rio de Janeiro, e que fizeram 96 pontos.
Ou seja, mesmo não tendo “bagagem concurseira civil”, com apenas 2 meses de estudo e ainda adolescente, consegui a aprovação em um concurso TOP, com mais de 500.000 inscritos. Isso mesmo, mais de MEIO MILHÃO DE INSCRITOS!!! Lembro-me que, à época, o “Fantástico” fez uma reportagem sobre esse concurso, devido ao elevado número de inscritos e das mais diversas formações de nível superior.
Alguns podem dizer: “você teve sorte, pois o concurso veio na medida para a sua formação“. Sim, a sorte faz parte. Mas eu procurei por ela, ao me dedicar a um concurso mais voltado aos meus pontos fortes. Lembro que na mesma época tivemos TJ-RJ e MPU, ambos com foco naquelas disciplinas do Grupo III, as quais eu praticamente não tinha conhecimento.
E não fui só eu que consegui essa façanha: diversos amigos do Colégio Naval passaram nesse mesmo concurso. Ou seja, todos tivemos a mesma visão, adaptamos e valorizamos os nossos pontos fortes para “furar a fila“.

Isso não quer dizer que seja simples passar em qualquer concurso com pouquíssimo tempo de estudo. Com certeza a concorrência está cada dia mais qualificada e o nível de exigência só aumenta. Todavia, quero deixar claro que você sempre pode buscar um atalho, um estudo mais eficiente. E esse é o lema da LS: “Para passar em concurso público não basta estudar muito, é preciso estudar certo.“.

Conclusões.
Quais a conclusões que podemos tirar? Vamos lá:
1. Não se impressione com o número de candidatos.
2. O edital é a bíblia do concurso. Você deve estudá-lo e analisá-lo. Se você é aluno(a) da LS, essa etapa já está por nossa conta (rs).
3. Se possível inclua nessa análise a distribuição das questões por disciplina nas provas anteriores, lembrando que não é garantia de repetição em provas futuras. Isso também fica por nossa conta!rs
4. Busque a sua sorte, não a espere chegar até você.
5. Valorize os seus pontos fortes e trabalhe os seus pontos fracos, conforme a necessidade. Para isso, volte aos itens 2 e 3, pois é necessária a análise do edital, do conteúdo, dos pesos e da existência ou não de mínimos por disciplina.
6. Adapte-se conforme as suas facilidades e ao edital do concurso. Reclamar não adianta. Use as “regras do jogo” a seu favor.

Espero ter ajudado você rumo a caminhada da aprovação. Se tiver interesse em falar mais comigo sobre este ou outro assunto, basta enviar e-mail para: helder@lsconcursos.com.br.

Abraços e bons estudos!

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Consultor Helder Ferreira – Auditor Fiscal da Receita Estadual – Rio de Janeiro