Central de Notícias

ARTIGOS

Fórmulas Mágicas

13/12/2018 - Marcelo Greger

Tenho acompanhado as mudanças no cenário dos concursos públicos, e o ponto de maior destaque é o aumento do nível da concorrência, levando o ponto de corte (nota de aprovação dentro das vagas) de concursos de alto nível a mais de 80% de acertos.

O perfil da quase totalidade dos aprovados nesses concursos, dentro das vagas, a partir de 2017, tem sido de pessoas que tiveram, na sequência:

  • uma preparação extensiva, dedicada a construir uma base sólida de conteúdos, em geral com não menos de 1 ano de duração;
  • outra fase para reforçar a base de conteúdos, com revisões e o treino com milhares de questões;
  • só depois, com um nível de competitividade para brigar de verdade por vagas, seguindo pós-editais.

Essa realidade exige, de quem está começando a estudar agora, ou mesmo de quem está em um nível intermediário, a compreensão e a paciência de percorrer esses passos, de forma a ser realmente competitivo em uma prova de alto nível.

Mas esse também é o cenário ideal para o surgimento das fórmulas mágicas: o cara que conseguiu passar só resolvendo questões; a menina que estudou o básico das matérias, fez dois pós-editais, e passou; o ciclo de estudos e revisões que garantiu sucesso em 6 meses de estudos … e por aí vai.

Não duvido de casos de sucesso que saiam do modelo de preparação que apontei acima, mas é importante entender que são exceções, pontos fora da curva, e os motivos desse sucesso são diversos, como por exemplo, a vida escolar da pessoa, número de horas de estudos disponíveis em um curto prazo, capacidade de absorção de conteúdos, etc. Perceba que são muito mais fatores pessoais de quem conseguiu a proeza, do que fatores ligados aos métodos utilizados.

Tomo por base a minha experiência pessoal com os concursos públicos. Sempre tive facilidade com os estudos, sempre fui considerado “CDF” na escola, e depois no trabalho. Impor-me disciplina nunca foi um problema, e no trabalho fui condicionado a conseguir resultados sob muita pressão. Concentração e foco sempre foram coisas naturais, fáceis de obter. Em 2009, com seis meses de estudos, eu fui aprovado na RFB. Em 2013, com cinco meses de estudo, depois de três anos parado, fui aprovado no ICMS/SP. Não seguia consultoria/coaching, nunca fiz resumos, organizava minha agenda semanal, e tinha um certo “instinto” de como estudar.

Pois bem, poderia eu utilizar a minha experiência para criar um método de estudos? Estaria sendo sensato, uma vez que fatores pessoais foram determinantes para que as coisas dessem certo da forma como eu fiz?

Penso que a sensatez está em seguir um método que tenha coerência com aquilo que é necessário, e se adapte às diferentes características pessoais do aluno. Não pode ser algo direcionado aos “fora de série”. Sim, porque passar em concurso público não exige genialidade, mas energia, persistência, e, hoje mais do nunca, apoio profissional.

O método que oferecemos na LS Concursos foi pensado para se encaixar nas diferentes características dos alunos, respeitando o estágio de preparação, as horas disponíveis para estudo, as dificuldades específicas com conteúdos. Avaliamos o desempenho dos alunos nas questões resolvidas, e isso serve de base para analisarmos se são necessários ajustes no planejamento, como reforços, troca de materiais, etc. Temos dominado as primeiras colocações em diversos concursos de alto nível, veja nossas aprovações.

A experiência do(a) consultor(a), seja na realização de provas, seja na orientação dos alunos, e na vivência no mundo dos concursos, é colocada à disposição do aluno, apontando as direções e as decisões que parecem ser mais coerentes. O interesse comum é a aprovação, e em função disso, todo esforço é empregado. A sinceridade, que implica algumas vezes em jogar “um balde de água fria” em sonhos/ilusões do aluno, é parte da ética e do pragmatismo que nos guia.

Meu alerta a você, concurseiro, independente do estágio de preparação em que se encontre, é que não embarque nas fórmulas mágicas. O que se vende como atalho para o sucesso, pode levar você à desilusão, dinheiro jogado fora, e finalmente, à desistência, que para o concurseiro, é a materialização do fracasso.

Me siga pelo Instagram.