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Frio e Calculista

26/07/2017 - Fabrício Massena Petruccelli

Quantas vezes você já ouviu essa expressão em tom pejorativo? “-Ah, fulano é frio e calculista, temos que tomar cuidado com ele”. Nas rodas de conversa com os amigos é comum não valorizarmos esse tipo de personalidade. No entanto, quando o assunto é concurso público, esse é o perfil ideal!

Neste artigo, citarei 4 fases da preparação em que temos que ser frios para conseguirmos ultrapassar as barreiras e atingir o nosso objetivo.

  • Início da preparação

Quando estamos estudando a teoria, constantemente nos deparamos com assuntos que não conseguimos entender bem ou ter um bom rendimento nos exercícios. Isso é comum pelo fato da matéria abranger assuntos mais complicados e que exigem um tempo para fixação.

O que não fazer: Desesperar-se e tentar resolver logo isso, buscando outras fontes, como livros e videoaulas que aprofundem no tema. Adotar essa estratégia ocasionará um investimento maior de tempo para cada assunto e, com isso, aumentará o intervalo entre as revisões e exercícios, que são os responsáveis pelo armazenamento das informações na memória de longo prazo.

O que fazer: Pensar que a matéria será vista por diversas vezes até a data da prova, ou seja, buscar saber o básico do assunto e seguir em frente, sem travar o estudo naquela matéria. Conforme for passando pela matéria novamente, conseguirá entender melhor e melhorar o rendimento nos exercícios.

 2)Período pós-edital

Saiu o edital que estávamos esperando e começamos a preparação. Com absoluta certeza, sentirá uma insegurança e questionará se aquele foi o melhor a ser feito naquele momento. Ou seja, não se sentirá capaz de passar naquele concurso.

O que não fazer: Parar a preparação sempre que essa dúvida surgir e deixar que essa insegurança influencie na sua preparação.

O que fazer: Busque analisar friamente se realmente ainda não tem base para prestar aquele concurso. Se já está se preparando há algum tempo para aquela área ou já viu a maioria das matérias, provavelmente está no caminho correto. Essa insegurança é super normal nessa fase e a maioria dos aprovados já passou por isso. Lembre: você passará muito antes de se achar completamente preparado.

3)Durante a prova

Chegou o grande dia, abrimos o caderno de prova, começamos a primeira matéria e… Nossa, que difícil essas questões! Vamos para a próxima matéria e… Caramba, não estou conseguindo resolver essas questões também!

Quem já fez prova sabe que isso é bem normal e o examinador costuma usar esta técnica para atacar o psicológico dos candidatos.

O que não fazer: Insistir naquelas questões que não está conseguindo resolver, investindo tempo e desgastando-se no início da prova. Também não deve jogar a toalha e achar que aquela prova está perdida por causa daquelas questões difíceis ou trabalhosas que está enfrentando.

O que fazer: Pular essas questões e partir para matérias ou assuntos que possui mais confiança. Isso fará com que consiga pontuar na prova de maneira geral e não se complique com o tempo. Pense sempre que a nota engloba todas as matérias e não é porque esperava mandar bem numa matéria que deve tentar acertar todas as questões dela. Se o examinador quiser que os alunos se enrolem nessa matéria e você  insistir nas questões difíceis, não conseguirá terminar a prova e aí sim terá um rendimento ruim. Portanto, seja frio e calculista para buscar pontos mais fáceis e depois parta pros mais difíceis, se sobrar tempo.

4) Após a prova

Saiu o gabarito. Vamos conferir e vemos que não conseguimos chegar à aprovação, ou por não atingirmos o mínimo em alguma matéria, ou por analisarmos os rankings existentes.

O que não fazer: Desistir ou achar que aquilo não é pra você. Passar no concurso depende de um conjunto de fatores e não é porque não passou nesse concurso que nunca passará ou algo do tipo. Além disso, se estiver por poucos pontos, não desista daquela prova, pois ainda pode mudar o gabarito de algumas questões e ser aprovado.

O que fazer: Analisar com calma os motivos para não ter ido bem e atacar os seus pontos fracos. Em relação àquela prova especificamente, deve mandar recurso para todas as questões controversas, pois pode ser que isso faça a diferença lá na frente.

Veja que temos várias situações em que a racionalidade é aconselhável durante a preparação. Não adianta sermos muito passionais e acabarmos agindo sem pensar. Concurso público depende de uma estratégia bem definida e tranquilidade para tomar as melhores decisões.

Espero que esse artigo tenha ajudado e, como sempre falo, se tiver qualquer sugestão ou dúvida, pode me enviar um direct no Instagram @fabriciolsconcursos ou e-mail (fabricio@lsconcursos.com.br).

Até o próximo,

Fabrício Massena Petruccelli

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