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Manual da Reprovação: os 10 erros mais comuns que você NÃO deve cometer

08/12/2017 - Gleidson Cardoso

Olá pessoal, tudo bem?

Alguns dizem que o tempo traz experiência. Nesta caminhada de concurseiro e consultor, me deparei com erros comumente ocorridos pelos que estudam para concurso e que, na maioria das vezes, culminam com a reprovação. Trata-se de um “manual às avessas”, onde as atitudes elencadas não devem ser cometidas por você durante a sua preparação.

Fique de olho, pois alguns destes erros você pode estar cometendo neste exato momento, mas ainda não se deu conta. Vamos a eles?

1o – Estudar mais apenas as matérias que tem maior facilidade

Tendemos a fazer mais aquilo que mais gostamos ou que nos damos melhor. A psicologia comportamental explica. Assim, damos maior ênfase nas disciplinas que temos maior habilidade em
detrimento daquelas que penamos para aprender. Já ouviu falar daquele candidato que sabe tudo de direito constitucional, mas fugiu da informática e das questões de raciocínio lógico.

A consequência desta atitude é que a preparação fica desigual e o candidato vai para prova já contando que errará as questões da matéria que não estudou, ou seja, já entra perdendo na disputa pela
vaga.

Portanto, estude todo o edital da maneira mais ampla possível. Dê atenção as disciplinas com maior peso, mas não deixe de estudar todas as matérias que serão cobradas na prova.

2o – Não conhecer o edital
Prezados, o edital é o manual de instruções do seu concurso! Lá estão todos os procedimentos a serem cobrados pela banca (falarei especificamente sobre a banca no 4o erro). No edital, é falado sobre as datas dos exames, o conteúdo a ser cobrado, os critérios de avaliação, as fases do certame, entre outras informações.

Conheci pessoas que foram reprovadas no concurso simplesmente porque não leram que o gabarito deveria ser marcado com caneta de tinta de cor preta. O candidato estudou tudo, fez uma boa prova, mas assinalou no cartão-resposta de caneta azul. Resultado: reprovação sumária.

3o – Escolher um cargo baseado apenas no salário

Sim, todos nós precisamos de recursos financeiros para nos sustentar. Além disso, precisamos estar motivados para conquistar o cargo almejado. Para enfrentar todo o desgaste da preparação, você
precisa estar animado com a perspectiva de se tornar servidor público, trabalhar no órgão pretendido e seguira a carreira.

Uma base motivacional te ajudará a superar os momentos de crises existenciais, de pensar em desistir, de acreditar que concurso não é para você. Mesmo que você não pense em se aposentar no cargo
em que está estudando, a remuneração não pode ser o único fator de motivação na sua preparação.
4o – Não conhecer o estilo da banca do concurso Outro erro comum dos concurseiros. A falta de experiência em relação a cobrança da banca pode atrapalhar. De modo geral, quem está na fase iniciante deve dar maior ênfase ao aprendizado da disciplina em si. Em um segundo momento, com o estudo mais consolidado, é hora de entrar nos detalhes e o conhecimento da banca ganha destaque nesta hora.
Por exemplo, a ESAF tem um tipo de cobrança específico, a banca CESPE costuma adotar o tipo certo (C) ou errado (E), onde um item errado anula uma resposta correta. A banca FCC, regra geral, adota
questões mais tranquilas, do tipo múltipla escolha. Porém, o percentual de acerto para aprovação costuma ser mais elevado. A banca VUNESP costuma cobrar muitas questões literais da letra de lei.

5o – Não realizar um planejamento de estudos adequado

Compare a preparação para um concurso como uma batalha: você precisa de uma estratégia para conquistar seu objetivo que, em nosso caso, é ser aprovado. Você precisa montar um planejamento
adequado de estudos e responder a si mesmo algumas perguntas: quantas horas por semana pretendo estudar, quanto tempo você terei até o dia da prova, quais materiais farei a aquisição, quando serão feitas revisões e exercícios, entre outros pontos a serem observados. Para quem é acompanhamento pela consultoria da LS, o planejamento a cargo do consultor que vai conduzindo a programação através das metas de estudo. É um fator a menos para se preocupar.

6o – Não realizar exercícios durante a preparação

Você conhece aqueles que estudam para concurso lendo apenas a teoria (através de livros ou PDF) ou assistindo videoaulas, mas não realizam exercícios? Prezados, as principais universidades do
mundo aplicam como melhor prática para o aprendizado a escala 10/20/70:10% de teoria, 20% de demonstração e 70% de prática. Para vocês, podemos adaptar o aprendizado da seguinte forma: 10%
lendo teoria, 20% com resolução de exercícios e modelos apresentados na aula e 70% com a execução dos exercícios propostos.

Não dá para fugir muito disso. Leia a teoria, acompanhe alguns exemplos da aula, e pratique muitos exercícios para fixar o assunto. Eles exigirão maior raciocínio e serão fundamentais para fixação
do que estiver estudando.

7o – Não resolver as provas anteriores/ não realizar revisões
Realizar provas passadas e fazer simulados aliados as revisões também são itens importantes que não devem ser desprezados. Para provas anteriores, o objetivo é você ter a noção de como foi a último
concurso para o cargo desejado, as questões da prova, as formas de abordagem da banca.

Por vezes, o último concurso foi realizado há muito tempo e algumas questões se tornaram desatualizadas. Faça as provas mesmo assim, desconsiderando as questões em desuso. Os simulados
também possuem esta mesma função e contam com a facilidade de serem elaborados próximos do certame atual, com a legislação e o edital do concurso em vigor.

As revisões também não devem ser desprezadas tão pouco serem feitas em excesso. Por vezes, você mal terminou de ler uma página da aula e já saiu grifando, anotando tudo em seu caderno, como se
aquele ponto fosse o mais importante da aula. Momentos depois, percebe o tópico anotado foi repetido várias vezes durante a aula e tem a noção de que perdeu tempo no resumo.

Por isso, estude a aula primeiro sem esta preocupação de resumir tudo. Aos poucos, conseguirá perceber o que é de fato, mais importante e precisa ser destacado em seu caderno. Ocorrerá uma relação inversamente proporcional entre o aumento da qualidade de seu resumo e a diminuição do tempo e tamanho de suas revisões.

8o – Acreditar que apenas os cursos e materiais por si só vão aprová-lo
Este tópico está relacionado com a auto responsabilidade. Você precisa saber que a principal força motriz na conquista da sua aprovação caberá a uma única pessoa: você mesmo! Você pode ter um consultor para orientá-lo, os melhores materiais à sua disposição, a melhor mesa de estudo em sua  residência/biblioteca/sala de estudo, o dia inteiro para estudar.. mas se não se dedicar com afinco, nada feito! A aprovação continuará distante e sua frustração aumentará. Não culpe ninguém, mas apenas a si mesmo. Observe seus pontos fracos, suas crenças limitantes e vire o jogo. Não seja o passageiro, mas o
motorista de sua própria vida e se conduza para a vitória!

9o – Estudar de véspera
Este erro é extremamente comum para muitas pessoas. Sai na mídia que o edital do concurso X foi aberto e as provas serão daqui a 2 ou 3 meses. Então, o nobre concurseiro resolver começar a estudar
para o certame a partir desta notícia e imagine que está em condições de igualdade em relação a concorrência. Prezado, sinto-lhe lhe informá-lo que você já entrou na competição com chances reduzidas de ser aprovado. Isso ocorre porque o concurso deve ser encarado como projeto de médio prazo. Além disso, cada vez mais a disputa fica acirrada e os candidatos se preparam melhor.
Seja honesto consigo mesmo e perceba a dificuldade para enfrentar um concorrente que vem há 1, 2 anos se preparando enquanto você começou a estudar há pouco tempo? Complicado, não é mesmo?
Por isso, estabeleça um foco e trace uma meta de longo alcance. Evite estudar como um desesperado somente em véspera de provas. Você verá a diferença que faz estudar com antecedência para o concurso almejado.

10o – Realizar todos os concursos possíveis que surgir
Considero outro dos erros mais comuns. Você está estudando regularmente para um concurso da área fiscal. De repente, lê a notícia de que o Tribunal X abriu concurso. Sem ter estudado todos os assuntos da área fiscal e ainda com pouca base, resolve mudar de área e se inscreve no concurso do Tribunal. Justifica a atitude para si mesmo dizendo que será apenas por experiência e que para área fiscal está muito difícil de sair edital na praça.
Pois bem, chegam as provas, você considera que teve um bom resultado, mas não foi desta vez que a aprovação chegou. Assim, retorna a estudar para área fiscal. Tempos depois, surge outro concurso, desta vez para o Tribunal de Contas Y, e você, claro, interrompe o objetivo anterior da área fiscal e decide
se voltar para o novo concurso que pintou na praça nos próximos 3 meses que antecedem as provas. Novamente, outra reprovação. Afinal, estudou em cima da hora, nunca tinha estudado várias disciplinas e para, piorar, ainda bateu ponto e caiu no 9o erro deste artigo.
Após 2 tentos, decide retorna para área fiscal. O que não se deu conta é que, enquanto pulava de galho em galho, seus concorrentes da área fiscal já acumularam pelo menos, mais 6 meses de estudo,
conseguiram bater todo o edital e estão, neste momento, realizando bastante exercícios e fazendo revisões. Só aí você se deu conta de que ficou para trás e poderá novamente ser reprovado.

Não mude o foco toda hora! Se você já estudou todo o edital várias vezes e ainda não saiu o seu concurso desejado, excepcionalmente, você pode pensar em realizar concurso em outra área
(principalmente se foram concursos menos complexos). Agora, se você ainda está precisando estudar os assuntos, ganhar experiência, revisar o que aprendeu, ficar fazendo todas as provas que aparecem não te ajudará em nada. Pelo contrário, você desperdiçará energia e também ficará frustrado com as sucessivas reprovações. Foco é tudo!!

Prezado, este manual da reprovação é um conjunto de atitudes que você não pode cometer na sua jornada. Todos os itens acima, em menor ou maior grau, comprometem sua performance e o distancia
para a busca de seu objetivo que é a aprovação no concurso pretendido. Pense nisso, e se estiver caindo em um ou mais pontos acima, reflita, retome a rota do progresso e siga em frente! Se conhecer algum amigo que está fazendo uso deste “manual às avessas”, indique a leitura deste artigo.

Se tiverem interesse em falar mais sobre este ou outro assunto,

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Facebook: Gleidson Cardoso

Até a próxima pessoal!
Consultor Gleidson Cardoso

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