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Planejamento personalizado para concursos públicos – mitos e verdades

27/02/2018 - Alexandre Andrade

Já faz algum tempo que os consultores que trabalham preparando candidatos para concursos públicos estão acostumados com o pedido: “Professor, eu gostaria de ter um planejamento personalizado…“. No mundo dos concursos, passou a ser consenso que um planejamento personalizado, adaptado às peculiaridades de cada aluno, seria a maneira ideal de preparação, encurtando o tempo até a aprovação.

Entretanto, nem tudo são flores quando se trata desse assunto. Muitos candidatos, e até mesmo alguns profissionais que trabalham com a preparação para concursos, têm embarcado em crenças equivocadas no que diz respeito à personalização. Neste artigo, vamos analisar alguns dos principais pontos sobre isso, e espero que ele o ajude a decidir, junto com seu consultor, a melhor linha na sua preparação.

 

  1. O planejamento personalizado é mais eficiente – verdade

Cada candidato possui uma realidade diferente, e isso precisa ser levado em conta na elaboração de um plano de estudos.

Imagine o seguinte equivalente para um concurso público: você é lançado de paraquedas no meio da floresta amazônica, e recebe as coordenadas de um determinado ponto, que deverá atingir no menor tempo possível. Outras pessoas também foram lançadas em locais diferentes, e precisam chegar ao mesmo ponto que você, sendo que os primeiros a chegar serão os aprovados. O objetivo é o mesmo para todos, mas os caminhos a serem percorridos serão diferentes.

Cada candidato estará em um estágio próprio, e terá de enfrentar dificuldades específicas para chegar ao ponto marcado. Um bom consultor saberá identificar precisamente onde você está, e traçará um mapa capaz de levá-lo, após muito esforço e dedicação, à aprovação.

 

  1. O planejamento deve ser 100% personalizado – mito

Aqui começam os problemas. A grande questão que se coloca é a seguinte: por mais que os candidatos estejam em etapas diferentes, e possuam necessidades específicas, há um conjunto de técnicas que precisarão ser seguidas por todos eles. É como se, no exemplo citado, existissem algumas trilhas obrigatórias, que deverão estar presentes em qualquer mapa que leve o candidato até o objetivo.

Reconhecer isso é muito importante, e pode representar a diferença entre ter um plano 100% personalizado, mas ineficaz, e um plano personalizado na medida certa, que resulte na sua aprovação.

 

  1. O planejamento deve ser feito com base nos materiais que o aluno mais gosta – mito

Muitas vezes, o que precisamos é radicalmente diferente daquilo que desejamos. É muito frequente que um candidato precise ser exposto justamente às suas dificuldades, àquilo que menos gosta, para realmente avançar na preparação.

É comum, por exemplo, que certos alunos insistam em estudar apenas por materiais baseados em videoaulas. Entretanto, a prova será escrita, e é preciso que em algum momento da preparação se evolua para materiais nesse formato. Ao estudar no material escrito, o candidato vai adquirindo uma memória visual em relação ao conteúdo. Muitas vezes, ao ler um trecho de um normativo (as palavras mesmo), ele recupera na memória outros dispositivos da mesma legislação. Esse tipo de recurso pode representar muitos pontos em uma prova, e só o estudo por meio do material escrito pode desenvolver isso.

 

  1. O planejamento deve levar em conta as preferências do candidato – verdade parcial

Um plano que contemple as preferências do candidato pode sim levar a um volume de estudo maior, favorecendo a preparação. Tornar o estudo menos árduo deve ser uma das preocupações a serem levadas em conta pelo consultor. Mas jamais deve ser a única variável levada em consideração. Afinal de contas, qual é o objetivo? Manter o aluno satisfeito ou fazê-lo obter a aprovação?

Muitas vezes, o único caminho para a aprovação será aquele mais árduo, que exponha o candidato a algumas dificuldades que ele não deseja enfrentar no momento. É papel do consultor apontar esse caminho e incentivar o aluno a seguir por ele, perseguindo o objetivo apesar da dificuldade.

 

  1. Quanto mais personalizado o planejamento melhor – mito

A personalização exagerada de planejamentos de estudos já está virando uma epidemia, e tem causado prejuízo real a muitos candidatos. O que muitas vezes ocorre é uma confusão entre tipos bastante diferentes de serviço.

Quando utilizamos serviços no nosso cotidiano, normalmente estamos pagando pela nossa satisfação. Seja em um restaurante, em uma lavanderia ou viajando de avião, associamos a qualidade do serviço prestado ao grau de satisfação que obtemos ao usá-lo.

Entretanto, em serviços educacionais (assim como nos serviços de saúde, por exemplo), o nosso objetivo ao contratar o serviço não deve ser buscar a nossa satisfação imediata. Estamos nesse caso em busca do aprendizado, ou de uma aprovação (ou mesmo da cura de uma doença, no caso do serviço médico).

É bem provável que você conheça alguém que troca de médico até conseguir um que lhe diga exatamente o que quer ouvir e que indique um tratamento que seja de sua preferência. Muitas vezes, vai até encontrar, mas será que é mesmo o melhor tratamento? Será uma conduta adequada buscar uma opinião médica que seja exatamente igual à sua, descartando as demais?

O mesmo ocorre em relação à preparação para concursos. É possível ter um planejamento 100% personalizado para você? Sim. Será que esse planejamento é o que pode lhe levar com mais segurança à tão desejada aprovação? Muito provavelmente não.

As trilhas a serem seguidas por quem desejar alcançar um cargo público são árduas, e esse crescimento dificilmente ocorrerá na zona de conforto. Muitas vezes a personalização, além de certo limite, poderá comprometer a própria efetividade do plano, resultando em um aluno satisfeito, mas fora das vagas do concurso. Cabe ao bom consultor orientar o aluno nesse sentido, e é exatamente dessa forma que buscamos trabalhar na LS. Agende uma entrevista com um dos consultores por meio do nosso site e inicie já a busca pela sua aprovação!

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