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Simulado Degustação TCE-SP: Questões comentadas

24/11/2017 - Equipe LS Concursos

O LS Sistema de Ensino realizará um simulado visando o aperfeiçoamento de seus alunos para o concurso do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, especificamente para o cargo de Agente de Fiscalização.

Com a finalidade de demonstrar como serão as questões, oferecemos um simulado com 5 questões degustação, para que você sinta a pegada! Se você ainda não respondeu o simulado, clique aqui para ser direcionado para as perguntas!

Se você já respondeu, aqui estão as respostas comentadas:

 

 

Língua Portuguesa

  • GABARITO E

Comentários

Na alternativa A, há erro de ortografia em “encherga”. A forma correta é com X: enxerga. Cuidado com palavras como enxada, enxurrada, enxergar, mexe, xícara etc.

Na alternativa B, o sujeito “Brasil” está separado do verbo por vírgula, o que configura erro de pontuação. Não se separa sujeito e objeto com vírgula (salvo se houver a intercalação, entre ambos, de algum termo da oração). Vejamos.

Regra: não é correto separar o sujeito do verbo com vírgula. Assim, são exemplos de uso incorreto da vírgula, por essa razão, os seguintes: “O Brasil, é o país do futuro”. “Mãe e filha, são auditoras do Tribunal de Contas”. “Os irmãos, estudaram juntos para o concurso”.

Exceção: poderia haver a intercalação de um termo da oração entre o sujeito e o verbo, o que tornaria o uso de vírgulas (duas vírgulas) correto. Ex.: “O Brasil, infelizmente, ainda é o país do futuro”. “Mãe e filha, que aliás são muito parecidas, são auditoras do Tribunal de Contas”. “Os irmãos, sempre bem-humorados, estudaram juntos para o concurso”.

Aprenda mais:

Seguindo essa mesma lógica, não se separa, com vírgula, o verbo ou o nome de seu complemento (e a exceção, aqui, é exatamente igual à do caso anterior: salvo se houver intercalação de algum termo da oração). Vejamos.

Não é correto separar o nome ou o verbo de seu complemento (complemento nominal ou objeto direto ou indireto). Assim, são exemplos de uso incorreto da vírgula, por essa razão, os seguintes: “O Brasil está cheio, de políticos presos”; “Mãe e filha estão fartas, de serem repreendidas injustamente”; “Os irmãos precisam, de um incentivo para estudar”. Em todas essas frases houve mau uso da vírgula.

Entretanto, estaria correto o uso de vírgulas se houvesse intercalação de algum termo da oração entre o verbo e seu complemento ou o nome e seu complemento. Ex.: “O Brasil está cheio, cheiíssimo, de político preso”; “Mãe e filha estão fartas, e como estão, de serem repreendidas injustamente”. “Os irmãos precisam, mais do que nunca, de um incentivo para estudar”.

Ainda em relação a possíveis dúvidas que poderia haver em relação à correção da assertiva contida na alternativa B, frise-se que a grafia de “risível” é essa mesmo, com S.

Na alternativa C, há erro de concordância. O sujeito do verbo saber é o numeral UM. Perceba que, quando se usam frações, a concordância se dá com o numerador (e não com o denominador). “Um em cada dez brasileiros … SABE”, essa teria sido a concordância correta. Veja-se que é comum o examinador usar da técnica de mencionar o sujeito da oração, intercalar um monte de frases e expressões, e só depois disso citar o verbo. Ele faz isso pois sabe que o candidato, na hora da prova, pode se esquecer de olhar com atenção e procurar o sujeito a quem o verbo se relaciona (e assim o candidato acaba não observando que a concordância foi mal feita). CUIDADO COM ISSO!

Na alternativa D, há erro no trecho “houveram trocas e mais trocas de legendas”, pois o verbo haver, quando usado com sentido de existir, é impessoal (ou seja, não varia) e por isso deveria ter sido usado no singular (houve trocas e mais trocas de legendas).

Antes disso, o candidato também poderia ficar com dúvidas em relação ao uso do verbo “vir”. No presente do indicativo, existem as formas vem e vêm. A primeira corresponde à terceira pessoa do singular (ele ou ela vem) e a segunda, à terceira pessoa do plural (eles ou elas vêm).

Quanto ao uso do verbo haver, vamos às explicações.

Lembre-se de que o verbo haver é impessoal quando usado com indicação de existência ou ocorrência, bem assim quando faz referência a tempo decorrido. Assim, estão corretas as formas “houve discussões”, “haverá alterações”. Por outro lado, são incorretas as formas “houveram transgressões” e “haviam erros”.

O mesmo verbo haver pode ser usado como verbo auxiliar, hipótese na qual ele varia normalmente. Assim, estão corretas as formas “haviam feito” (=tinham feito), “haviam saído” (=tinham saído).

O verbo haver pode ainda ser usado com sentido de “julgar” (haver por bem = julgar por bem). Nesse caso, ele também varia normalmente. Ex. “o juiz houve por bem condenar o acusado”; “os juízes houveram por bem condenar o acusado”.

Na mesma alternativa D, há erro de ortografia em “previlégios”, pois o correto é privilégios.

A alternativa E não apresenta erros gramaticais (portanto, deve ser assinalada pelo candidato). Destaque-se o paralelismo entre o tempo verbal em dirigia e havia, ambos conjugados no pretérito imperfeito.

 

2) GABARITO D

Comentários

O examinador pede que seja marcada a opção que não contém erro de semântica, morfossintaxe, coesão ou coerência. Vale dizer, além dos erros essencialmente gramaticais, o candidato deverá se ater ao conteúdo das palavras e expressões (semântica) para verificar se as sentenças são coerentes. Muito cuidado com o comando da questão: ele pede que seja marcada a opção que não contém erro, ou seja, pede que seja marcada a opção correta.

Antes de entrarmos na análise das opções em si, algumas considerações sobre o correto uso do imperativo, já que em todas as opções essa cobrança é feita ao candidato.

Relembremos que o imperativo negativo vem, todo ele, do presente do subjuntivo. Já o imperativo afirmativo também vem, em regra, do presente do subjuntivo, exceto para a segunda pessoa do singular e para a segunda pessoa do plural, que usam as formas do presente do indicativo, sem o S.

Tomemos um exemplo para fixar essa regra: verbo andar.

Presente do indicativo: eu ando, tu andas, ele anda, nós andamos, vós andais, eles andam;

Presente do subjuntivo: que eu ande, que tu andes, que ele ande, que nós andemos, que vós andeis, que eles andem.

Pronto. Agora que sabemos a conjugação do verbo no presente do indicativo e no presente do subjuntivo, podemos formar o modo imperativo.

Lembre-se disto: o imperativo negativo advém, todo ele, do presente do subjuntivo. Dessa forma, temos o seguinte: não andes, tu; não ande, você; não andemos, nós; não andais, vós; não andem, vocês.

Já o imperativo afirmativo vem igualmente do presente do subjuntivo, exceto para a segunda pessoa do singular e para a segunda pessoa do plural, as quais advêm do presente do indicativo sem o S. Anda, tu; ande, você; andemos, nós; andai, vós; andem, vocês.

REGRA DE OURO DO MODO IMPERATIVO:

IMPERATIVO NEGATIVO = PRESENTE DO SUBJUNTIVO;

IMPERATIVO AFIRMATIVO = PRESENTE DO SUBJUNTIVO, EXCETO PARA AS SEGUNDAS PESSOAS DO SINGULAR E DO PLURAL, QUE SÃO FORMADAS A PARTIR DO PRESENTE DO INDICATIVO, SEM A LETRA S.

Passemos, então, à análise das alternativas.

  1. a) Está errado o trecho “Não te detém”. Vimos que o imperativo negativo advém, todo ele, do presente do subjuntivo. Assim, a forma correta seria “Não te detenhas”, já que o presente do subjuntivo do verbo deter é o seguinte: que eu detenha, que tu detenhas e por aí vai.

A forma “Tu … és”, presente do indicativo, está correta (eu sou, tu és, ele é, nós somos, vós sois, eles são). Também está correta a forma imperativa afirmativa “Briga até o final”, já que, como vimos, o imperativo afirmativo da segunda pessoa do singular advém do presente do indicativo sem a letra S (tu brigas – presente do indicativo; briga, tu – imperativo afirmativo). Em “verás” (futuro do presente do indicativo) e “pensas” (presente do indicativo), a conjugação relativa à segunda pessoa do singular está perfeita.

  1. b) Nesta assertiva valem as observações feitas à assertiva anterior relativamente aos trechos “Não te detém” (incorreta), “Tu … és”, “verás” e “pensas” (corretas). Porém, nesta assertiva foi usada a forma “brigue”, que no contexto é incorreta. Já consegue imaginar por que está incorreta? Porque brigue é a forma correspondente à terceira pessoa do singular (que ele brigue – presente do subjuntivo; brigue, você – imperativo afirmativo). Deveria ter sido usada a forma “briga” (briga, tu), já que, durante todo o discurso, empregou-se a segunda pessoa do singular.
  1. c) Nesta assertiva, há uma completa mistura de pessoas gramaticais. O examinador começa com “Não te detenhais”. Usa o pronome de segunda pessoa do singular (te) e a conjugação verbal de segunda pessoa do plural (detenhais).

Para a segunda pessoa do singular, o correto seria “Não te detenhas”. A forma “detenhais” corresponde à segunda pessoa do plural (não vos detenhais). Veja-se que ele confundiu o pronome oblíquo da segunda pessoa do singular (te) com a conjugação da segunda pessoa do plural (detenhais). Na sequência, ele altera o tratamento para “você”, cuja conjugação corresponde às formas de terceira pessoa do singular. Apesar de a frase em si estar correta (Você já é vencedor só por brigar pela aprovação), o fato de ele haver começado o parágrafo usado o pronome reto “tu” torna o período incorreto: houve troca da pessoa gramatical. No último período do texto, considerando-se o tratamento “tu”, não há incorreções na conjugação dos verbos (briga, verás, chegará e pensas).

  1. d) A assertiva está correta. O examinador usa o tratamento de segunda pessoa do singular durante todo o trecho, conjugando todos os verbos de acordo com as normas gramaticais.  “Não te detenhas”, já que o presente do subjuntivo do verbo deter é “que tu detenhas”; “Tu … és”, presente do indicativo (eu sou, tu és e por aí vai). E “verás” (futuro do presente do indicativo) e “pensas” (presente do indicativo), formas correspondentes à segunda pessoa do singular, estão corretamente conjugadas.
  1. e) Não letra E há uma malsucedida conjugação da segunda pessoa do plural. Vamos, então, destacar como está escrito e como seria a forma correta.

ERRADO: “Não vos detendes diante das dificuldades. Aprovação em concurso requer perseverança. Vós já és vencedor só por brigar pela aprovação. Briga até o final e verás que a recompensa chegará antes do que pensas”.

O examinador usou formas incorretas no imperativo, no presente do indicativo e no futuro do presente do indicativo. Veja na sequência a forma correta.

CORRETO: Não vos detenhais diante das dificuldades. Aprovação em concurso requer perseverança. Vós já sois vencedores só por brigar pela aprovação. Brigai até o final e vereis que a recompensa chegará antes do que pensas.

Direito Administrativo

3) GABARITO D

Comentários 

  1. a)     Item incorreto.Vejamos o que diz o art. Art. 7, 3o:

Os balanços trimestrais do Banco Central do Brasil conterão notas explicativas sobre os custos da remuneração das disponibilidades do Tesouro Nacional e da manutenção das reservas cambiais e a rentabilidade de sua carteira de títulos, destacando os de emissão da União. 

Perceba que a questão trocou o termo “trimestrais” por “semestrais”, tornando o item incorreto. Esta é uma típica questão da VUNESP, onde os termos da lei seca são trocados para invalidar o item.

Outro ponto muito abordado sobre o temática do Banco Central na LRF é o § 4, art. 39:

É vedado ao Tesouro Nacional adquirir títulos da dívida pública federal existentes na carteira do Banco Central do Brasil, ainda que com cláusula de reversão, salvo para reduzir a dívida mobiliária. 

Decorem este artigo!!!

  1. b) Item incorreto.Veja o que diz a LRF sobre o tema:

Art. 29. Para os efeitos desta Lei Complementar, são adotadas as seguintes definições:

        I – dívida pública consolidada ou fundada: montante total, apurado sem duplicidade, das obrigações financeiras do ente da Federação, assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados e da realização de operações de crédito, para amortização em prazo superior a doze meses 

O tema dívida pública é amplamente abordado na LRF, uma vez que é uma norma que tem por finalidade estabelecer condições e limites para o gasto público. O erro da questão está justamente no prazo de liquidação da dívida. A dívida fundada é caracterizada por prazo de amortização SUPERIOR a 12 meses.

Aproveitando o ensejo, é importante que o aluno tenha atenção a uma pegadinha constantemente cobrada em prova. As operações de crédito constantes da Lei Orçamentária, independente do prazo de amortização, integram a dívida pública consolidada. Observe a LRF:

  • 3oTambém integram a dívida pública consolidada as operações de crédito de prazo inferior a doze meses cujas receitas tenham constado do orçamento. 

Decorem este Parágrafo!!! 

  1. c) Item incorreto.A despesa com pessoal inclui os gastos relativos aos encargos sociais e contribuições recolhidas pelo enteaos regimes de previdência dos servidores. Neste caso o contribuinte da obrigação tributária é o governo, e não o servidor.

Já os recursos provenientes da contribuição dos servidores para custeio do regime previdenciário do qual façam parte são excluídos do cálculo da despesa com pessoal. Neste caso o contribuinte não é o Estado, mas sim o servidor. O ente público é mero responsável pela obrigação de recolher a contribuição.

  1. d) Item correto. O item reproduz a literalidade o caputdo art. 48 da LRF:

São instrumentos de transparência da gestão fiscal, aos quais será dada ampla divulgação, inclusive em meios eletrônicos de acesso público: os planos, orçamentos e leis de diretrizes orçamentárias; as prestações de contas e o respectivo parecer prévio; o Relatório Resumido da Execução Orçamentária e o Relatório de Gestão Fiscal; e as versões simplificadas desses documentos. 

A leitura do art. 48 é muito importante para o aluno, uma vez que estabelece o embasamento legal para o princípio da transparência. 

  1. e) Item incorreto.Não é a fiscalização das despesas, mas sim a fiscalização das receitas que será evidenciada na prestação de contas. Observe:

Art. 58. A prestação de contas evidenciará o desempenho da arrecadação em relação à previsão, destacando as providências adotadas no âmbito da fiscalização das receitas e combate à sonegação, as ações de recuperação de créditos nas instâncias administrativa e judicial, bem como as demais medidas para incremento das receitas tributárias e de contribuições.

Direito Constitucional

4) GABARITO C

Comentários

Como a ADPF é matéria constante no edital e, a constituição, em seu artigo 102 § 1º, onde a matéria é tratada, remete à lei a forma de apreciação desse instituto pelo STF, consideramos importante que o candidato tenha conhecimento da Lei 9882 de 3 de dezembro de 1999, que trata da matéria.

A questão pode ser resolvida com a combinação da mera literalidade da Lei 9882 com a Constituição da República Federativa do Brasil.

Foi  solicitado que o candidato apontasse o item ERRADO, assim temos que:

a CORRETA – Literalidade do Art. 5o  da Lei 9882

b CORRETA – Literalidade do § único, I, do artigo  1º da Lei 9882,

c ERRADA – Literalidade do artigo 11 da Lei 9882, ainda que se tenha omitido o quórum deliberativo do STF sobre o assunto, esse não é o erro do item, o problema no item resposta é a imposição ao STF de ter que restringir os efeitos da declaração. Na verdade, o STF tem a possibilidade, se assim considerar mais adequado, não o dever, de restringir os efeitos da ADPF, ponderando valores para que haja  menor dano ao cumprimento da Carta Magna

d CORRETA – Embora não tenham sido elencados todos aqueles que podem propor a ADPF, isso não invalida a questão – Combinação da Literalidade do artigo Art. 2o, I  da Lei 9882, com a literalidade do Artigo 103 da CRFB

e CORRETA – Literalidade do § 3o  do Artigo 10 combinado com a literalidade do Artigo 12, ambos da Lei 9882.

Contabilidade Geral

5) GABARITO B

Comentários

Pelas informações apresentadas, temos que resolver a questão de DFC pelo método indireto.

Por este método, temos que ajustar o lucro líquido ou prejuízo do período quanto aos seguintes efeitos:

  • Variações ocorridas no período nos estoques e nas contas operacionais a receber e a pagar;
  • Itens que não afetam o caixa, tais como depreciação, provisões, tributos diferidos, ganhos e perdas cambiais não realizados e resultado de equivalência patrimonial quando aplicável; e
  • Todos os outros itens tratados como fluxos de caixa advindos das atividades de investimento e de financiamento. 

Ajustando o Lucro Líquido do Período

Lucro líquido do período           R$ 3.260

(+) Depreciação                                 R$ 1.950

(-) REP                                               R$ 4.110

(=) Resultado Ajustado                R$ 1.100

Agora vamos analisar os efeitos das variações das contas do ativo e passivo circulantes na DFC:

  • Diminuição nas contas do Ativo Circulante possui um efeito positivo na DFC, significando aumento de caixa.
  • Aumento nas contas do Ativo Circulante possui um efeito negativo na DFC, significando redução de caixa.
  • Diminuição nas contas do Passivo Circulante possui um efeito negativo na DFC, significando redução de caixa.
  • Aumento nas contas do Passivo Circulante possui um efeito positivo na DFC, significando aumento de caixa.

Diminuição dos estoques  R$ 1.000 (efeito + na DFC)

Aumento em salários a pagar   R$ 1.850 (efeito + na DFC)

Aumento de Clientes  R$ 5.550 (efeito – na DFC)

Diminuição de Fornecedores   R$ 3.420 (efeito – na DFC) 

Variação no Ativo Circulante: R$ 1.000 – R$ 5.550 = – R$ 4.550

Variação no Passivo Circulante: R$ 1.850 – R$ 3.420 = – R$ 1.570

Caixa Gerado/Consumido nas Atividades Operacionais = R$ 1.100 – R$ 4.550 – R$ 1.570 = – R$ 5.020

 Logo, percebemos que as atividades operacionais consumiram um caixa equivalente a R$ 5.020.

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