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A PREPARAÇÃO PARA CONCURSOS PÚBLICOS EXIGE UMA POSTURA PRÁTICA DO CONCURSEIRO

13/04/2016 - LS Concursos

Certa vez, quando estagiava em uma grande empresa privada e ainda nem sequer passava pela minha cabeça iniciar a preparação para concursos públicos, li um artigo assinado por um executivo da empresa (então número 2 na hierarquia), ensinando o segredo para alcançar o sucesso na vida profissional. A receita era curta e simples: ter bom senso e saber fazer regra de três.

A coisa funciona assim: quase todas as decisões que temos de tomar são resolvidas pela regra de três. Isto é, pela comparação do custo-benefício de cada caminho disponível à nossa frente. Basta parar, respirar e analisar friamente as possibilidades. É o mesmo raciocínio que usamos no mercado: compro 1 biscoito por R$ 2,00 ou 3 por R$ 5,00?

Preparação para concursos públicos
O que isso tem a ver com a preparação para concursos públicos? Muita coisa!

Repare que pensar usando a regra de três nos leva a encarar as coisas de maneira mais matemática, prática e objetiva. Vejamos alguns exemplos:

Vale a pena recorrer ao judiciário para conseguir a anulação de uma questão, mesmo sabendo que o resultado definitivo (que, digamos, tem 50% de chance de ser favorável) provavelmente demorará bastante tempo para sair? Depende. Se isso for te causar ansiedade a ponto de impedir que você retome os estudos com o vigor de antes, talvez não seja uma boa ideia. Não se pode esquecer que, se você ficou por uma questão nesse concurso, é bem provável que alcance um desempenho melhor no que está por vir.

Será que devo gastar 10 minutos para matar aquela questão de português “somente para os fortes”? Bom, se esses 10 minutos te custarem o acerto de pelo menos duas questões de peso idêntico à primeira, obviamente a resolução da questão “monstra” não seria uma boa escolha.

Estudar a principal matéria da minha prova com muita profundidade é uma boa ideia? Depende. Estou estudando mais do que a prova exige? As demais matérias estão tendo a devida dedicação? Um grande jurista seria reprovado em boa parte dos concursos públicos para analista judiciário se não se preparasse para encarar as disciplinas de raciocínio lógico e informática.

Estes são apenas alguns casos corriqueiros no mundo dos concursos públicos, nos quais a postura prática diante das coisas ajuda bastante. Repare que não existe escolha certa ou errada. Quando se fala em decisões (grandes ou pequenas) tomadas pelos concurseiros, há vários fatores envolvidos: momento de vida, personalidade de cada indivíduo, a bagagem de estudo acumulada, o cargo sonhado e por aí vai. No entanto, uma boa dose de regra de três é sempre bem-vinda.

Quando percorremos o caminho da preparação para concursos públicos, nos vemos rodeados de disciplinas. Cada uma, geralmente, com conteúdo bastante extenso. Também temos compromissos com as nossas casas, nossos familiares e empregos. Enfim, não há como estudar para concurso público e não ter uma vida atribulada. Portanto, é preciso ser pragmático e ter a maturidade para jogar o jogo como ele é, com as regras que estão postas. É fácil observar que o tempo de preparação para concursos públicos fica reduzido quando o candidato adota a postura certa.

E o bom senso? Eu não o esqueci. Segundo o bem-sucedido executivo autor do artigo, ele se aplica aos casos que a regra de três não resolve. Tá certo, eu concordo! Aí pode ser complicado.

E como é que você faz? Simplifique! Procure usar mais a regra de três, pois quase sempre é possível.

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