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AS FASES DO CONCURSEIRO

02/09/2014 - Helder Ferreira

Na longa caminhada dos concursos públicos, nós passamos por diversas etapas. A capacidade de percepção de quais são estas etapas e a fuga delas o quanto antes, definirá o tempo de sua aprovação.

1ª fase: Eu chamo esta fase inicial de Mega Sena, pois é quando o candidato acha que pode se inscrever em um concurso, não estudar nada e, “quem sabe”, passar. Amigos, isso é quase como ganhar Loteria!
Já ouvi uma história (não sei se era uma piada do professor, mas lá vai) na qual uma concursanda estava saindo de casa para fazer a prova do Banco Central. Ao passar pelo portão, encontrou-se com a vizinha, que começou a puxar assunto. Vendo que a hora estava bem adiantada, a aluna pediu licença à senhora, pois estava atrasada para a prova. Em seguida, a senhora perguntou:
– Você vai fazer prova para quê?
A aluna respondeu – BACEN. E, para a sua surpresa, foi indagada:
– Então meu filho pode ir fazer com você?
Só para esclarecer: eu digo isso porque já passei por essa fase e, adivinhem? Não fui aprovado!

2ª fase: Depois de ser “atropelado” em vários concursos, pois não tinha preparo algum, o concurseiro descobre a fórmula mágica: a apostila de banca de jornal! Essa mesma que você, caro aluno/candidato, já deve ter comprado por uns R$ 30,00 na banca da esquina. Vem com os dizeres mais ou menos assim: “Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil – Teoria Completa e Questões ESAF.”

Seria genial que uma apostila com muito menos de mil páginas resolvesse os problemas do concurso. Ainda mais hoje, que os candidatos estão cada vez mais especializados. Isso não quer dizer que seja obrigatório ter uma mestrado em direito tributário para ser Auditor-Fiscal, mas você tem que concentrar cada vez mais seus estudos, especializar-se mesmo.
Como não poderia deixar de ser, aquele que vos escreve também já cometeu esse descalabro. Aprovações? ZERO!

3ª fase: Curso preparatório “regular”. Após mais de um ano “jogando na loteria” e comprando as apostilas, eis que surge o CURSO REGULAR. Que atire a primeira pedra quem nunca foi aluno do famoso Básico Fiscal.
Mas qual seria o problema do regular? Ele não nos fornece uma boa base?

Na minha opinião, o curso regular apresenta dois problemas: primeiro, só nos fornece a matéria bem básica mesmo, o que hoje não corresponde a 60% da prova. Ou seja, você vai estudar por quase um ano e não vai estar pronto. Em segundo lugar, para reter os alunos, você só tem aulas de teoria. Quando acaba, os cursos abrem turmas só de exercícios. Por fim, o aluno entra na turma de simulados. Aí sim estará pronto! Mas qual a dificuldade nisso tudo? Vocês repararam no tempo gasto? Teoria + Exercícios + Simulado? Muito mais de 02 anos, não é?

4ª fase: Descobre os fóruns e, em consequência, os bons materiais.
Ao finalizar o curso regular nós percebemos que ainda não temos base para os concursos. Aconteceu comigo em 2006, pois quando acabei meu básico fiscal, saiu o concurso do ISS SP (2007). E o que ocorreu? Eu não tinha a mínima chance de concorrer, porque no edital constavam matérias como civil, empresarial, penal, legislação, auditoria, raciocínio lógico, atualidades e administração pública, as quais eu não tinha visto no básico fiscal. Seria impossível eu aprender tudo isso em 2 ou 3 meses.
Então, como vemos que estamos despreparados, ficamos desesperados e começamos a caça na internet. Aí descobrimos os fóruns e com estes os depoimentos dos aprovados e, o mais importante – a sugestão bibliográfica! Graças a Deus, agora eu vou ser aprovado! Agora eu sei os materiais que os aprovados estudaram. Vou usá-los também e vou passar!
Mas esquecemos de um detalhe: cada pessoa é única (rs). Nem sempre o melhor material para mim será para você. Inicialmente, é claro, devemos buscar um padrão de melhores materiais. Mas, no decorrer do estudo, pode ser que as necessidades individuais se diferenciem e haja a necessidade de troca.
Outro problema enfrentado: você tem o material, mas não sabe como estudá-lo. Todo mundo conhece o livro do Ricardo Alexandre (Direito Tributário). Todavia, como você vai lê-lo? De capa a capa? Quantas páginas por dia? Quais os exercícios mais importantes? Não preciso nem dizer que você vai se enrolar….assim como eu me enrolei.

5ª fase: Começa a bater na trave.
Mesmo com todas as dificuldades, com o planejamento “capenga” e cheio de falhas na consolidação da base de conhecimento, é possível que você comece a bater na trave. Quem sabe, pode até passar! Mas aí já entra uma dose de sorte…ou de muito tempo estudando! Pelo que já vimos até aqui, você já estudou mais de 03 anos. E ainda não passou. E a cada concurso que participa descobre que falta algo mais. Neste ponto há um desdobramento: ou você passa em uma prova com um pouco de sorte, ou por conhecimento acumulado; ou então procura ajuda especializada.

Em suma, você, caro(a) amigo(a) concurseiro(a), deve perceber as suas necessidades:
1) o excesso de disciplinas e conteúdos para se planejar,
2) as diferentes “doutrinas” das bancas organizadoras,
3) o tempo escasso para estudo,
4) a necessidade de aprovação em um tempo reduzido,
5) especialização cada vez maior dos candidatos.

Atenta a estas necessidades, a Equipe de Consultores da LS Concursos realiza essa filtragem dos materiais do mercado, selecionando os melhores e os indicando para seus alunos. Além disso, mostramos aos alunos como deve ser estudada cada disciplina e seu respectivo material, indicando número de páginas, exercícios a serem feitos, pontos mais importantes, dentre outras dicas valiosíssimas. Tudo isso para fazer valer a máxima “Para passar em concurso público não basta estudar muito, é preciso estudar certo”.

Um abraço a todos e bons estudos!

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