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MITOS E VERDADES SOBRE UM MELHOR RENDIMENTO NOS ESTUDOS

20/09/2012 - Leonardo Rangel

Olá, Concurseiros!

Nos últimos tempos, após a homologação da Constituição Federal de 1988, muitos editais de concursos públicos vêm sendo abertos para o preenchimento de cargos e, consequentemente, o número e a qualificação das pessoas que prestam os concursos aumenta a cada ano. Por essa razão, como resposta a esse aumento de demanda, as bancas organizadoras também vêm aumentando o conteúdo das matérias e seu nível de dificuldade.

Com a concorrência e nível de dificuldade cada vez maiores, alguns candidatos passaram a usar medicamentos que, supostamente, potencializariam a ação cerebral, aumentando a concentração e otimizando os processos de aprendizagem.

Dois desses medicamentos bastante conhecidos no mundo dos concurseiros são a Ritalina e a Ginkgo biloba.

A Ritalina é um medicamento indicado para pessoas com déficit de atenção e hiperatividade. Nesta reportagem, comentada por uma especialista, é esclarecido que tal uso não traz benefício algum para a capacidade de armazenamento cerebral. Ao contrário, pode trazer prejuízos à saúde quando administrado erroneamente e causar perda de sono durante dias. O episódio 12 da 10ª temporada do seriado americano Law & Order SVU (veja aqui) retrata uma estudante de um colégio competitivo em que os alunos usam medicamentos para déficit de atenção indiscriminadamente, entre eles a Ritalina, que levou a estudante à privação do sono por vários dias e lhe causou sérias consequências.

Já a Ginkgo biloba é um fitoterápico usado para aumentar a circulação de sangue no cérebro. No entanto, conforme dados desta reportagem, um estudo científico que durou 6 anos mostrou que o uso da planta não tem nenhuma eficácia sobre a memória e a atividade mental.

Por outro lado, um tempo adequado de descanso e sono é fundamental para o cérebro poder assimilar o conteúdo de forma eficaz (veja aqui). Nesse artigo da Fiocruz é apresentada uma espécie de dez mandamentos para garantir uma boa noite de sono para pessoas que não apresentam distúrbios.

Além disso, para um melhor desempenho nos estudos, a prática de exercícios físicos ajuda bastante, como podemos comprovar nesta reportagem e neste artigo científico.

Podemos concluir, assim, que não há fórmula milagrosa para passar em um concurso público de alta complexidade.

Por fim, fica a dica aos concurseiros que desejam alcançar a tão desejada vitória: muito estudo aliado a um ótimo planejamento, disciplina, força de vontade e descanso na medida certa.

Bons estudos!
Leonardo Rangel