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QUANTO MAIS PERSONALIZADO MELHOR?

23/05/2017 - Fabrício Massena Petruccelli

Se você frequenta redes sociais e fóruns relacionados a concursos públicos, com certeza já ouviu falar sobre consultoria de estudos, coaching, mentoria, etc. São serviços que estão sen-do muito procurados por elaborarem o planejamento de estudos do candidato, com o acom-panhamento de um profissional da área.

No entanto, algo que venho percebendo é a vontade de que tudo seja personalizado ao extre-mo. Se eu tenho uma característica “x”, necessariamente o estudo tem que se adaptar a essa minha característica, pois se não se adaptar, eu não estarei rendendo 100%. Muitos alunos tendem a achar que o estudo deve se adaptar a eles e não o contrário.

Hoje fico à vontade para escrever esse artigo por termos uma facilidade enorme na LS em personalizar o planejamento dos alunos. Portanto o que estou falando aqui é no intuito de ajudá-lo a refletir mesmo.

Estou dizendo que personalizar é ruim? De maneira alguma! No entanto, a personalização deve ocorrer até certo ponto para que seu estudo seja efetivo e esteja apto a competir de ver-dade. Características como carga horária, bagagem de estudos (se já estudou certa matéria ou não, rendimentos nos exercícios, rendimentos nos concursos), facilidade com determinadas matérias (Exatas, por exemplo) devem ser levadas em consideração. Entretanto, existem barreiras que devem ser ultrapassadas independente de qualquer característica.

Vou dar um exemplo: Direito Empresarial é uma matéria que possui muitos pontos a serem decorados, não tem muita lógica, é decorar e pronto. Se um professor passa essa matéria da maneira correta, ele colocará no material essas partes mais chatas, pois caem em prova e os alunos precisam acertar. No entanto, um outro professor pode não colocar esses pontos e dei-xar o estudo mais amigável. Qual dos dois você preferiria? Poderíamos personalizar o plane-jamento e colocar o material mais fraco, mas que você se adapta melhor. Será que isso é bom? Garanto que não.

Veja esse gráfico que elaborei para esclarecer melhor.

Perceba que a personalização deve ocorrer até certo ponto para que o rendimento nos estudos chegue a um nível ideal. Como saber chegar a esse ponto ótimo? Aí está a grande questão. Cabe a nós, consultores, guiá-lo e aconselhá-lo para que não passe do ponto ótimo e comece a ter um estudo ineficiente.

Este é apenas um exemplo, mas a reflexão deve ser mais ampla. Ela está relacionada à maneira de pensar durante a preparação. Devemos pensar em ultrapassar barreiras, nós somos capazes de aprender qualquer coisa. A repetição é uma grande aliada e faz com que possamos chegar ao nível desejável para a aprovação. Não podemos achar que a banca ou o concurso vai se adaptar às nossas características. Veja que estou falando do modo de pensar. O modo de pensar é um dos principais responsáveis pela aprovação.

“Pensamentos conduzem a sentimentos. Sentimentos conduzem a ações. Ações conduzem a resultados.” T. Harv Eker

Lembre sempre que o concurso é feito para o homem médio. O examinador não pretende que somente gênios sejam aprovados. Você vai se adaptar, basta insistir. Só não consegue quem desiste, essa é a grande verdade no mundo dos concursos.

Fabrício Massena Petruccelli

Consultor LS CONCURSOS


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