Nírondes Tavares

1º Lugar Do TJ-MA (Analista Judiciário - Analista De Sistemas) e 10º Lugar Do ICMS-BA (TI)

Meu nome é Nírondes Tavares, tenho 38 anos, sou natural de São Luís (MA), graduado em Ciência da Computação pela UFMA, em 2002, e com mestrado na mesma área e instituição em 2014. Tenho ainda Especialização em Gerenciamento de Projetos pela FGV com certificação PMP. Sou casado há 12 anos e não tenho filhos. Moro com minha esposa, 3 cachorros e 1 gato. Vou tentar contar aqui um pouco da minha trajetória como concurseiro.

Desde a graduação atuo no mercado de trabalho, ora como gerente de projetos de TI, ora como Analista de Sistemas, ora como Programador (o que prefiro). Em meados de 2016, por diversas razões, decidi me dedicar aos concursos públicos, o que se tornou uma obsessão e ao mesmo tempo uma paixão.

Meu primeiro concurso foi para Auditor Fiscal da SEFAZ-MA. Com apenas 6 meses de estudo, acabei ficando na longínqua 507ª colocação. Mas o que poderia ser uma frustração para muitos, para mim foi uma motivação, pois descobri que apesar de difícil era possível conseguir a aprovação. 

Foi então que navegando pelo Instagram encontrei uma postagem da LS Concursos mostrando os vários aprovados nesse e em outros concursos. Entrei em contato com o Fabrício e acertamos começar o planejamento para a Receita Federal. 

Em novembro de 2016 iniciamos o planejamento e felizmente (sim, felizmente) começou uma época de baixa nos concursos públicos. Foi um tempo fundamental para que eu pudesse aprimorar minha base de conhecimento e tentar disputar efetivamente uma vaga nos concursos que viriam. 

Somente em meados de 2018 (2 anos depois) surgiu a próxima oportunidade, que foi para Auditor da SEMFAZ-SLZ. Mergulhei de cabeça no pós-edital da LS e estudei como nunca tinha estudado antes. O edital veio com duas disciplinas novas (contabilidade pública e AFO) e um curto prazo de 2 meses para as provas. Fato curioso é que apesar do certame ter oferecido 2 vagas para o cargo de Auditor de TI, preferi me inscrever para a Abrangência Geral, que oferecia 10 vagas. Além disso, eu não estava estudando as específicas de TI. Bom, resumindo, fiz uma péssima prova. O tempo não deu. Acabei chutando todas de matemática e metade de português e fui para a discursiva já com a cabeça pesada. Terminei em 55º na objetiva, 106º após a discursiva (fui péssimo) e 102º após a análise dos títulos. Passei quase um mês digerindo o resultado, mas a vida seguiu em frente.

O Fabrício adaptou o planejamento e continuamos com o estudo para a Receita Federal, até que surgiu o edital para a SEFAZ-RS com provas para início de 2019 e elaborado pela Cespe. O que me chamou muito a atenção e fez querer participar desse concurso foi o fato de ser um edital “redondo”, sensato nas matérias, na distribuição das questões e com mínimo por grupo. Estava muito semelhante ao que eu imaginava que poderia ser a Receita Federal. Ah, e tinha uma novidade ao meu favor: 26 questões de TI. Apesar de ter afinidade com a matéria e formação na área, nunca tinha estudado TI “para concurso”, mas seria moleza. Foi a minha primeira experiência fora da cidade que moro. Bom, tomei uma surra. E o meu pior desempenho foi justamente em TI (fiz a metade, o mínimo). Não fui eliminado, mas nem sei ao certo a colocação que fiquei. Foi algo entre 600 e 700. Não teve discursiva e nem análise de títulos.

Aqui cabe um adendo. Entre 2018 e 2019 consegui aprovações em 3 concursos menores: SEGEP-MA (4º), UFMA (4º) e CM-SLZ (2º). Todos para o cargo de Analista de Sistemas, feitos apenas com o conhecimento adquirido nesses anos de trabalho, sem ter estudado especificamente para o concurso. Foi quando caiu a ficha. Estavam surgindo muitas oportunidades de bons concursos em TI, inclusive para Auditor de TI, e eu não estava me preparando direito. Decidi então manter no planejamento as disciplinas básicas da área fiscal e estudar por conta própria a parte de TI. Assim, fiz uma base superficial para revisão com materiais em PDF (governança e gestão, banco de dados, engenharia de software, programação, redes e sistemas operacionais) e depois muitas, muitas, muitas questões no TEC. 

Em maio de 2019 surgiram boatos sairia o concurso TJ-MA, que paga um excelente salário. A banca seria a FCC e teria vagas para TI. Decidi que seria meu foco. Como estava aberto o edital para Auditor de TI na SEFAZ-BA, também organizado pela FCC, decidi me inscrever apenas para testar, já no último dia de inscrições. Afinal, a LS já tinha me dado uma base sólida nas disciplinas comuns para a área fiscal e eu podia focar meu estudo apenas nas específicas. Fiz uma boa prova e novamente fui péssimo na discursiva (meu carma). Quando saiu o resultado, consegui ficar em 6º lugar na objetiva, 12º após a discursiva (apenas 0,75 acima do mínimo) e 10º após a análise de títulos. Estava classificado entre as vagas.

Com a consciência tranquila do dever cumprido, segui estudando para o TJ-MA com foco nas específicas de TI, mas sem perder de vista as matérias básicas. Finalmente saiu o edital do TJ-MA com provas para o fim de setembro. Bom, dessa vez o resultado foi bem diferente. Fui regular na prova objetiva, mas mandei muito bem na discursiva tirando a nota máxima e terminei conquistando o 1º lugar.